sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Ainda há Tempo

Pela janela do meu quarto vejo o mundo lá fora
e as pessoas tão sozinhas que caminham agora
e o tão longínquo horizonte fica longe do que fiz
e as nuvens que correm no céu deste país

Diga-me se ainda é tempo de recomeçar
ou então esperar a ultima gaivota voar


Os brincos de ouro na orelha da moça
o velho guarda retratado na louça
enquanto se reza na capela da fazenda
o domingo passa de pedimos a essa lenda


Por favor, se ainda há tempo de recomeçar
ou esperar a ultima alma se salvar
por favor se ainda há tempo de recomeçar
ou então esperar a ultima gaivota voar

(Elian Woidello)

UM AMOR

Um amor, para que?
Para de tolo se fazer
E como um tolo viver
Um amor, para que?
Um amor, quebra as regras
E faz todo mundo sentir
E faz todo mundo te ouvir
Uma amor, quebra as regras
Naquela noite, a mais fria de inverno
E a sua foto no bolso do meu terno
Fez o amor, para nunca mais entender
Um amor, não diga não
Porque para você eu fui mais um
Para você eu era um comum
Um amor, não diga não
Um amor, estamos certos
Cada verdade é para cada um em nós
Menos a mentira na sua voz
Um amor, estamos certos
O destino de quem tem asas é voar para ser feliz
E voar é o que eu sempre quis
E o amor é uma foto amarela no bolso do meu terno

(Elian Woidello)

PASSADO

Além do horizonte, em outro lugar
existe uma estrela a brilhar
e essa estrela é cada um de nós
que em um só grito repete a voz

Passado anos nesse caminho
hoje choro e sigo sozinho
nessa noite com gosto de café
sigo só onde eu estiver

Moinhos do norte no sul
atrás da morte no azul
e crio a vida em mais um blues

Vou em busca do que é meu
para longe do que já morreu
para longe dos sonhos seus

(Elian Woidello)