sábado, 29 de setembro de 2007

Herói dos dias úteis

Em um dia estranho o começo
A vida não me pergunta
Das saudades que tenho
E do lugar de onde venho

Quem sou eu?
Quem é você?
Da onde venho?
Podemos nos conhecer?
Sob a luz da lua
Bailando só no meio da rua
No final setembro vem
Trazendo a primavera
E a poesia quem dera

Eu vou, vou-me embora.
Eu moro longe e não demora a escurecer
Mas antes escreva uma carta para mim
Eu vou lendo antes de chegar lá
Sob as estrelas e o luar

Eu sou o herói dos dias úteis
Cowboy ou playboy, quem escolhe é tu.
Estou indo para casa
Meu lugar, talvez não tenha graça.
Pra você, pode acontecer de novo.

Eu sou o herói dos dias úteis

(Elian Woidello)

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

A vida de todos nós

Fomos todos jogados no universo e agora me diga meu amigo
se alguma coisa estranha se passa comigo
porque vivemos na beira do abismo e do bonito
mas sei que nessa vida tudo é finito
Nunca mais alguem me amou, como eu me amo
e imaginei o mundo sem estar eu aqui
nunca mais eu amei aquela menina
e o preço foi caro, quanto o que achava bom
nunca mais eu imaginei a vida comigo sozinho
amor e dor e tudo mais
Porque os sonhos fazem da alma diferente
muito alem do que o corpo é capaz
Fomos todos jogados no universo e agora me diga meu amigo
se alguma coisa estranha se passa comigo
porque vivemos na beira do abismo e do bonito
mas sei que nessa vida tudo é finito
Poque ele pegou o nada e fez tudo
e és como um artesão, a nos maltratar
calado no espelho estou só
artesão que fez o mundo, me diga o algo mais
calado no espelho estou só
artesão que fez o mundo, me diga o que eu sou de mais
Fomos todos jogados no universo e agora me diga meu amigo
se alguma coisa estranha se passa comigo
porque vivemos na beira do abismo e do bonito
mas sei que nessa vida tudo é finito
(Elian Woidello)

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

No olho da tempestade
Pegue sua mãe e leve para onde quer

você deixou aflito aquele coração de mulher
Deitado na cama você chorae o capelão resa sua hora
Tudo foi um sonho tão antigo
você pediu perdão ao seu pior inimigo
e você faz sua euforia
sem palavras santas e alegria
Alegria é um termo que eu gosto de usar
em terra que tem fogo não entra agua e ar
não basta o caminho você sozinho está
esta é sua sina e assim vai ficar
Esqueça os arcades pan não vem
hamonia una para lá do trem
da espada fez sua estrada
e as palavras sua namorada
E o chão se abriu feito uma cova
possoas gritavam um verso uma trova
a guerrilha acabou e você não percebeu
levou o seus sonhos e tudo que era seu
alegria é um termo que eu gosto de usar
em terra que tem fogo não entra agua e ar
agua apaga o fogo sem teimar
terra nos enterra sem ter ar
e a fazenda que você deixounão caiu mais chuva nem mais molhou
no olho da tempestade tantos chamam
misericordia aos que clamam
no olho da tempestade tantos chamam
misericordia aos que clamam

sábado, 1 de setembro de 2007

Em Cada um de Nós

Em cada um de nós

Meu sofrimento é por ser tudo que eu nunca quis ser

sempre jogdo dentro da ordem de nunca ter
Calçando um número que não serve ao pé

aprisionado nas grades da fé
se libertando para o que nos prende
e essa vontade magoada e doente
Está contido em cada um de nós
Esse mundo que nunca deu assas para se liberta

sonho antigo vontade de ser e amar
Mas mundo chama e o relógio cobra

dentro das margens da vida e da obra
cumprindo a regra de não cumprir regra
e nossa patria a cultura que nega
Está contido em cada um de nós
Porque eu sou a soma de tudo que existe

e a existencia está na materia que consiste
Na existencia de um ser dito normal

acima do bem e do mau
na felicidade na televisão
na falsidade da minha imaginação
Está contido em cada um de nós
(Elian Woidello)