sexta-feira, 16 de maio de 2008

Poemas breves e Haicais

Depois dos principios

“Havia um rei, havia um plebeu

Havia um tolo e um ateu

Havia o dia, havia a noite

Havia o sonho, havia o real

E havia também o que acha imoral

O rei de cabelos curtos vira plebeu

E é entregue ao Deus ateu

A noite brilha com uma lâmpada

E o ia vem a chuva que alguém prometeu

O sonho continua lá

E o real cá

Agora sai daqui

Deixa-me dormir

Deixa-me sonhar”



“O paraíso perfeito

É o sonho,

O inicio do defeito”


“Três linhas

Três sonhos

Três dias medonhos”


"Fraseado, exagerado

Sou louco

Tolo apaixonado"


"Meu haicai caiu no chão

Segure o momento

Antes de perder a direção"


"Quem ama

Sempre odeia

Quem também reclama"


Átomos

"Átomos palavras

Exatas, sem travas

Iniciam-se assim

O invisível que olha

Um pra ti no fim"


Musica

"Pra quem brincara de seguir

Queres estar por longe

A esmo escutas até atingir

Os lábios do som

A mordida do timbre

A voz fora do tom

Que me disseram é coisa de dom"

(Elian Woidello)

domingo, 11 de maio de 2008

Nada

Nunca disse o que achei fundamental

Entre mil momentos jogados um sonho austral

De ver-te, querer-te, amar-te

Como se fosse à única

Que em minha mente lúdica.

Queria minha língua roçando sua língua

E poder dizer em uma só voz

Eu sou você, eu sou nós

Queria viver ao seu lado

Meus sonhos parados

Por um qualquer.

E viveram felizes até o que nunca quis

E por você ao lado fiz-te poema

E a trama parada,

A madrugada

Pois tu és minha amada.

Maldita foi a rotina...

Que clamei e chorei para não deixar acontecer

Mas não entendi se foi rotina, ou não rotina

Ou foi coisa da minha retina, que te viu

E meu peito sentiu como mil velas

E parou no meio sem saber até onde querias chegar

Espero que o brilho do calor do sol

Enxugue minhas lágrimas e minhas magoas

E digam em belo momento teu nome

Ao lado do meu nome

E agora estou maduro e brilha no escuro

Quero seus sonhos roçando meus sonhos

E meio aguado parnasiano, profano a ti

És clara, cara, compensa

És a possível, dama da loucura

Tua bravura travou seu dedo

O anel não passou, fiquei com medo

Use e abuse do nada...

Já que o tudo no seu lixo está

E o lixo no tudo do lugar

E espero nunca trocar

Minhas palavras, pelas

Palavras de um nada

Nem clamar a deus

Pois ele tem os problemas dele

E eu os meus

Vê-la sua presença

Velar seu sono

E o fundamental

Pra ti virou banal

E se te amo e tu não me amas

E é outro quando tu chamas

Quando vou parar de te falar

Te amo.

Mas não sofro por amor

Amor é o sentido a espera a flor

Que brota e agente segue

Com ela, sem ela como se erra

O necessário, deixar de ser um sonho

Para virar um anseio o medo

Porque nunca serei o contrario

(Elian Woidello)