domingo, 30 de novembro de 2008

Monções

Chegando o fim do ano

E pronto para viajar

Um sentimento cigano

Quando chegar ao lugar

Ver o nascer do sol

Tocando um violão

Sem se enrolar no lençol

Tomando um chimarrão

Sentindo a brisa de Monções

Às vezes chuva em Monções

Olhando o mar de Monções

Sonhando com o sonho de Monções

Enquanto aquela gente brinca

No verde que vem do horizonte

Vejo uma ilha ao fundo

E nas pedras fico esquecido

Do resto de todo o mundo

E de vagar voltar ao real

E nada mais encontrar

Sentindo a brisa de Monções

Às vezes chuva em Monções

Olhando o mar de Monções

Sonhando com o sonho de Monções

Depois sentir a doçura

Nos pés o calor que o mar me traz

E o ventinho tão frio

Que passa e não sou capaz

De nos mementos propícios

Querer ver chegar o amanhã

Que é a grande incerteza

E de rara beleza

Sentindo a brisa de Monções

Às vezes chuva em Monções

Olhando o mar de Monções

Sonhando com o sonho de Monções

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Cogito

Meias palavras vêm me dizer

Alguma coisa nova que me faz compreender

Sobre o que sinto por você

E você o que sente? É alguma coisa na nossa mente

Agora, agora

Passos, pensamentos que omitem o meu ser

Quão belo és o dia em que ti vi

E carros indo e vindo no meio da rua

E a cidade continua suja e nua

Pensaste que nunca escreveria para ti

Escrevi e de novo revelo-lhe a poesia

Tão humana, tão cega, tão profana

Quanto a beleza de nossas risadas

Acuda meu coração afoito

Pois ninguém é sério aos dezoito

Vamos morrer jovens?

(Elian Woidello)



quarta-feira, 30 de julho de 2008

Como pedras

As pedras são como os sentidos;
Isolados, inconseqüentes, banidos;
Por pedaços de incertezas
Por rara métrica beleza.
Queria cantar e ser como qualquer;
Queria sonhar, e viver o que vier;
Odeie os tremasque machucam a língua;
Ajude os pontos antes que a loucura extinguia;
Quero falar na mesma voz de Camões;
Quero ser o rei dos sertões;
O anjo de qualquer mulher;
Quero ser Arrigo Barnabé;
Potty, Coralina, Leminski
Quem me ensina.
Aprendo como um esmero de locutor
Que não repara na essência só no amor
Que vivo segundo um algodão
Um sonho nas noites de verão, algo dual.
Quero sim viver o amor ser trema
Cantar a vida que sonhara para nos, tão nula.
E os sentidos ficam rígidos a lenda;
Isolado no escuro antes que a luz acenda.
Na vida não há partida
Uma poesia, um cindido
Um amor, um ímpeto
(Elian Woidello)

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Poemas breves e Haicais

Depois dos principios

“Havia um rei, havia um plebeu

Havia um tolo e um ateu

Havia o dia, havia a noite

Havia o sonho, havia o real

E havia também o que acha imoral

O rei de cabelos curtos vira plebeu

E é entregue ao Deus ateu

A noite brilha com uma lâmpada

E o ia vem a chuva que alguém prometeu

O sonho continua lá

E o real cá

Agora sai daqui

Deixa-me dormir

Deixa-me sonhar”



“O paraíso perfeito

É o sonho,

O inicio do defeito”


“Três linhas

Três sonhos

Três dias medonhos”


"Fraseado, exagerado

Sou louco

Tolo apaixonado"


"Meu haicai caiu no chão

Segure o momento

Antes de perder a direção"


"Quem ama

Sempre odeia

Quem também reclama"


Átomos

"Átomos palavras

Exatas, sem travas

Iniciam-se assim

O invisível que olha

Um pra ti no fim"


Musica

"Pra quem brincara de seguir

Queres estar por longe

A esmo escutas até atingir

Os lábios do som

A mordida do timbre

A voz fora do tom

Que me disseram é coisa de dom"

(Elian Woidello)

domingo, 11 de maio de 2008

Nada

Nunca disse o que achei fundamental

Entre mil momentos jogados um sonho austral

De ver-te, querer-te, amar-te

Como se fosse à única

Que em minha mente lúdica.

Queria minha língua roçando sua língua

E poder dizer em uma só voz

Eu sou você, eu sou nós

Queria viver ao seu lado

Meus sonhos parados

Por um qualquer.

E viveram felizes até o que nunca quis

E por você ao lado fiz-te poema

E a trama parada,

A madrugada

Pois tu és minha amada.

Maldita foi a rotina...

Que clamei e chorei para não deixar acontecer

Mas não entendi se foi rotina, ou não rotina

Ou foi coisa da minha retina, que te viu

E meu peito sentiu como mil velas

E parou no meio sem saber até onde querias chegar

Espero que o brilho do calor do sol

Enxugue minhas lágrimas e minhas magoas

E digam em belo momento teu nome

Ao lado do meu nome

E agora estou maduro e brilha no escuro

Quero seus sonhos roçando meus sonhos

E meio aguado parnasiano, profano a ti

És clara, cara, compensa

És a possível, dama da loucura

Tua bravura travou seu dedo

O anel não passou, fiquei com medo

Use e abuse do nada...

Já que o tudo no seu lixo está

E o lixo no tudo do lugar

E espero nunca trocar

Minhas palavras, pelas

Palavras de um nada

Nem clamar a deus

Pois ele tem os problemas dele

E eu os meus

Vê-la sua presença

Velar seu sono

E o fundamental

Pra ti virou banal

E se te amo e tu não me amas

E é outro quando tu chamas

Quando vou parar de te falar

Te amo.

Mas não sofro por amor

Amor é o sentido a espera a flor

Que brota e agente segue

Com ela, sem ela como se erra

O necessário, deixar de ser um sonho

Para virar um anseio o medo

Porque nunca serei o contrario

(Elian Woidello)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Estrela Bela

Brilha uma estrela bela;

no infinito do céu;

olho a beleza dela;

que para no papel.

Meus olhos vêem a estrela;

e tentam até chorar;

mas logo sei que é tão bela;

quanto ao brilho do seu olhar.

Brilho que logo me ensina;

como que eu devo ficar;

e vejo de uma forma fina;

todas as estrelas a parar.

Quero ela ao meu lado;

mas não sei como esperar;

sou tanto exagerado;

que não consigo expressar.

(Elian Woidello)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Viver e conviver

É tão fácil...

Viver e julgar outra sociedade

viver no espelho da realidade

julgar o certo por sua vaidade

e a esmo na mocidade

Entre ao o que fora dito

e ninguém nunca disse

falaram por cima

como a mais bela obra prima

que se quebrou, e findou

Viver e esperar um novo dia

viver pelo o que convencia

interpretar uma nova poesia

pelos olhos tolos que ficaria

Ao o que se prometeu

e você não cumpriu

e se quebrou,

e tudo assim ficou

a espera do amanhã

(Elian Woidello)