Dentre as palavras que nunca são ditas
Soltas no espaço,
Os pés cansados cortando asfalto
Os sorrisos de puro aço
Entregue a esmo caminho só
Em algum retrato, minha tentativa
De viver a vida, viver meus mitos
Módico sistema de alternativa
De gritar ao que me resta
Além de ficar só, triste e banido
Fica a saudade de que não vivi
Em algum retrato, minha tentava
E sob o sol forte e austral
Vivo apenas
Pelo que me resta, dizer a você
Que sempre nunca me entendeu
De não saber se eras tu ou eu
Chorando sozinho
Em algum retrato, minha tentativa
(Elian Woidello)
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Povo
Existe um lugar, um barraco pobre
com terno e vinho do tipo mais nobre
isolado assim na beira de um mar
sem a esperança de sonhar
e um cristo no alto no céu
que vive a imponencia de ser cruel
e nunca faz quase nada
é podio para a unesco ou minha namorada
Avisto longe e adiante
a saudade que esse instante nunca vivi
de viver a vida sempre a sentir
Existe um lugar, de pano de linho
e muitos buracos no meu caminho
e alguma vez voltar ao principio
de lutar no campo por um sacrificio
A mesa esta posta, sempre sozinho
de pão e carne, sangue vinho
No domingo à noite a morte de um cristo
condenado na indiferença que é isso
Avisto longe e adiante
a saudade que esse instante nunca vivi
de viver a vida sempre a sentir
(Elian Woidello)
com terno e vinho do tipo mais nobre
isolado assim na beira de um mar
sem a esperança de sonhar
e um cristo no alto no céu
que vive a imponencia de ser cruel
e nunca faz quase nada
é podio para a unesco ou minha namorada
Avisto longe e adiante
a saudade que esse instante nunca vivi
de viver a vida sempre a sentir
Existe um lugar, de pano de linho
e muitos buracos no meu caminho
e alguma vez voltar ao principio
de lutar no campo por um sacrificio
A mesa esta posta, sempre sozinho
de pão e carne, sangue vinho
No domingo à noite a morte de um cristo
condenado na indiferença que é isso
Avisto longe e adiante
a saudade que esse instante nunca vivi
de viver a vida sempre a sentir
(Elian Woidello)
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Parece um segredo
Não vá agora me diga o que é melhor
Se for embora como vou ficar
Parece exagero, mas é só distorção
Do que eu trazia no meu coração
Parece poesia, mas é só tristeza
De passar no mundo sem ver beleza
Não vá agora fique um pouco mais
Tudo que eu busco é ser capaz
Parece um segredo, mas são meus sentimentos
Intermináveis que nunca terminam
Parece retornar, a o que me faz viver
E parece que isso me convém aparecer
Não vá agora, eu quero sempre mais
E ninguém me faz bem como você me faz
(Elian Woidello)
Se for embora como vou ficar
Parece exagero, mas é só distorção
Do que eu trazia no meu coração
Parece poesia, mas é só tristeza
De passar no mundo sem ver beleza
Não vá agora fique um pouco mais
Tudo que eu busco é ser capaz
Parece um segredo, mas são meus sentimentos
Intermináveis que nunca terminam
Parece retornar, a o que me faz viver
E parece que isso me convém aparecer
Não vá agora, eu quero sempre mais
E ninguém me faz bem como você me faz
(Elian Woidello)
Se houver tudo
Tão distante, ou tão pertoestá meu coração ao certo
e a sua alegria, como um mero olhar
tão distante, estiver
vou estar sempre tão atento
a sua menor tristeza ou a o que de mau vier
E o nada vira um tudo
e o tudo o absurdo
de tudo que não te disse um dia
e o errado torna-se certo
e o certo o que você achar
por mais longe que estejas tu tas perto
por menos que sejamos
ainda que venhas a chorar
saiba que sempre vou te amar
(Elian Woidello)
e a sua alegria, como um mero olhar
tão distante, estiver
vou estar sempre tão atento
a sua menor tristeza ou a o que de mau vier
E o nada vira um tudo
e o tudo o absurdo
de tudo que não te disse um dia
e o errado torna-se certo
e o certo o que você achar
por mais longe que estejas tu tas perto
por menos que sejamos
ainda que venhas a chorar
saiba que sempre vou te amar
(Elian Woidello)
Senhoras e senhores
Nunca entendi, como se passava
As estações, era o que restava
Era de noite e eu perdia o hoje por amanhã
Senhoras e senhores, e o que nos resta?
Já vi muitas pessoas, que vivem assim
E levam a vida na doce ociosidade
Vivendo que a cidade deixou para curtir
Senhoras e senhores, e o que nos resta?
Senhoras e senhores, é o que não presta
Na televisão, passa o carnaval
Na vida real, a fome é total
É um paradoxo que nunca compreendi
Senhoras e senhores, e o que nos resta?
Agora eu quero me libertar
Quero viver sem nunca parar
Mas até que chega a honra e a vontade de continuar
Senhoras e senhores, e o que nos resta?
Senhoras e senhores, é o que não presta
(Elian Woidello)
As estações, era o que restava
Era de noite e eu perdia o hoje por amanhã
Senhoras e senhores, e o que nos resta?
Já vi muitas pessoas, que vivem assim
E levam a vida na doce ociosidade
Vivendo que a cidade deixou para curtir
Senhoras e senhores, e o que nos resta?
Senhoras e senhores, é o que não presta
Na televisão, passa o carnaval
Na vida real, a fome é total
É um paradoxo que nunca compreendi
Senhoras e senhores, e o que nos resta?
Agora eu quero me libertar
Quero viver sem nunca parar
Mas até que chega a honra e a vontade de continuar
Senhoras e senhores, e o que nos resta?
Senhoras e senhores, é o que não presta
(Elian Woidello)
Guerreiros
Estou perdido e não sei para onde vou
Muito menos, sei onde estou
Me perco no véu vermelho da poeira
e ainda tenho a vida inteira
Você nunca quis acreditar
que eu era capaz de te amar
isso foi maior besteira
desde quando fizeram-me jurar a bandeira
E passa o tempo a tarde e o céu
da vida louca a doçura do mel
passa o tempo os sonhos os mitos
e o que acredito transformado em ritos
a fome mata, a dor enlouquece
a guerra dizima a memória emburresse
e a solidão que me é companheira na multidão
faz eu entender o que eu quis saber
Estou perdido e não sei para onde ir
meus amigos tentaram e não conseguiram fugir
o tempo passa e eu jogado aqui
calado de lado e não posso sair
Tudo começou quando uma vez
quando a burrice me disse e tomou e fez
eu fiquei calado, esperando
o dia amanhecer para eu voltar ao seu lado
Quando o sangue que derrama de mais
todos acreditando que não sou capaz
de ser humano como um soldado a querer a paz
a fome mata, a dor enlouquece
a guerra dizima a memória emburresse
e a solidão que me é companheira na multidão
faz entender o que eu quis saber
(Elian Woidello)
Muito menos, sei onde estou
Me perco no véu vermelho da poeira
e ainda tenho a vida inteira
Você nunca quis acreditar
que eu era capaz de te amar
isso foi maior besteira
desde quando fizeram-me jurar a bandeira
E passa o tempo a tarde e o céu
da vida louca a doçura do mel
passa o tempo os sonhos os mitos
e o que acredito transformado em ritos
a fome mata, a dor enlouquece
a guerra dizima a memória emburresse
e a solidão que me é companheira na multidão
faz eu entender o que eu quis saber
Estou perdido e não sei para onde ir
meus amigos tentaram e não conseguiram fugir
o tempo passa e eu jogado aqui
calado de lado e não posso sair
Tudo começou quando uma vez
quando a burrice me disse e tomou e fez
eu fiquei calado, esperando
o dia amanhecer para eu voltar ao seu lado
Quando o sangue que derrama de mais
todos acreditando que não sou capaz
de ser humano como um soldado a querer a paz
a fome mata, a dor enlouquece
a guerra dizima a memória emburresse
e a solidão que me é companheira na multidão
faz entender o que eu quis saber
(Elian Woidello)
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