segunda-feira, 28 de abril de 2008

Estrela Bela

Brilha uma estrela bela;

no infinito do céu;

olho a beleza dela;

que para no papel.

Meus olhos vêem a estrela;

e tentam até chorar;

mas logo sei que é tão bela;

quanto ao brilho do seu olhar.

Brilho que logo me ensina;

como que eu devo ficar;

e vejo de uma forma fina;

todas as estrelas a parar.

Quero ela ao meu lado;

mas não sei como esperar;

sou tanto exagerado;

que não consigo expressar.

(Elian Woidello)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Viver e conviver

É tão fácil...

Viver e julgar outra sociedade

viver no espelho da realidade

julgar o certo por sua vaidade

e a esmo na mocidade

Entre ao o que fora dito

e ninguém nunca disse

falaram por cima

como a mais bela obra prima

que se quebrou, e findou

Viver e esperar um novo dia

viver pelo o que convencia

interpretar uma nova poesia

pelos olhos tolos que ficaria

Ao o que se prometeu

e você não cumpriu

e se quebrou,

e tudo assim ficou

a espera do amanhã

(Elian Woidello)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Como eu queria que você estivesse aqui

Céu, cinza ele é agora

Frigido céu, tarde gosto de fel

Rosas sem um jardim

E calo aos poucos, com sorrisos

O que sinto em mim

Se perdeu no abismo

E o tempo condenou

Ao esquecimento, tolo momento

De querer voltar

A sorrir, mudar,

Sem saber que as pessoas não querem sonhar.

Como eu queria que você estivesse aqui

Tossindo uma tola canção, com o coração

Acalmando minha angustia, de existir

De tentar sorrir

(Elian Woidello)

Fim de estação

Quando o sol já tiver se escondido

E seus olhos se perderem no infinito

Como a triste lembrança, e nem olharei mais

A minha esperança se exauri em pensamento

E os meus dias são só dias jogados ao vento

É o fim de uma estação

Dia após dia, passam-se e sou infeliz

O que faço agora

Preso trancado, no meu caminho assim

E a realidade cala a boca

De quem quer ser feliz

(Elian Woidello)

domingo, 6 de abril de 2008

Lágrimas de um suicida

Eu queria ter o seu olhar eternamente
Para não sentir de forma inocente
A força do mundo que gira
E faz com que eu caia
Imaginando um jardim sem flor
Eu saberia que meus sentimentos condenados
Estariam sendo jogados e imolados
Eu só queria estar do seu lado
E poder ver o por do sol
E os meus olhos, que vêem a solidão do céu azul
Os sonhos meus viriam a tona em qualquer hora
Mas acredito que um sentimento desse não se joga fora
Antes de o mundo acabar,
Antes de você chorar
Havia um novo a vingar
Mas você teve que sufocar dando esperanças maldosas
Sem sentir que o tempo ele não volta
E os meus olhos, que vêem a solidão do céu azul
Nunca fiz na vida nada como se deve
Mas sei que a vida é uma coisa breve
E que o mundo ele vai acabar quando o amor parar
E nesse momento só resta me fazer chorar
Pelo real duvidoso que nunca vivemos
Pela certeza de onde estaremos
Eu corri para meu canto e assim ficaremos
Como meus olhos que vêem a solidão do céu azul
(Elian Woidello)

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Curitiba

Desce à menina a rua

Procurando espaço

E dizendo sob a lua

“De brasileira me faço”

Aos cuidados dos loucos velhos

Que não sabem cuidar

Na má boca da gente

Que não sabe onde parar

Era um relógio europeu

No pulso de um brasileiro

E ela era fria

Como se fosse frio o ano inteiro

E ela caminhava só

Procurando o sol

Mas via só nuvens

Na cabeça dessa gente que nada entende

Era a poesia concreta

Dos poetas dessa terra

Era a alma dos loucos

Que se matam na guerra

Antes que o sol apareça

Antes que o calor me enlouqueça

Faço mais um verso para ti

Faço algo para ti Curitiba

(Elian Woidello)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O passado nunca mais

E você não entendeu minhas palavras

Eram coisas que eu chamava de amor

Mas o tempo não volta, e tudo se torna passado

Vivendo, eu quero te amar

Como fazem as normais pessoas

Mas não sei se o tempo entoa.

Agora se foi o passado e o futuro é presente

Estou aqui no mesmo lugar mas tudo é diferente.

Pois só queria um abraço, de você minha menina

É que não há tempo, temos tanto, passa descobrir.

Se o futuro repete o passado

Ou se é algo novo no meu coração

E agora o tempo passou, nada é retratado

Era apenas a realidade retratada na canção

E quero que seja algo por nossa geração.

Se há um brilho novo na lua,

São seus olhos feito feridas

Das grades do passado que você não se liberta nunca mais

Agora vago sem querer

Viver o que nunca percebemos

Porque estamos acima dos erros

E o passado nunca mais

Porque vivemos sempre por nos mesmos

E as pessoas são compreensões a esmo

Até um dia barrar pela rua um alguém

Que diz que a carne ela é fraca

E sentimos dores parecidas

Mas o acaso marca o real nessa vida

E que há sempre alguém.

Com sentimentos de perder a vida no passado e viver o futuro

Que sabe que deus é um menino que vê acima do muro.

Mas o novo há de ser, o inesperado que sabemos

Que tudo volta para a terra

E nada é nunca mais.