Desce à menina a rua
Procurando espaço
E dizendo sob a lua
“De brasileira me faço”
Aos cuidados dos loucos velhos
Que não sabem cuidar
Na má boca da gente
Que não sabe onde parar
Era um relógio europeu
No pulso de um brasileiro
E ela era fria
Como se fosse frio o ano inteiro
E ela caminhava só
Procurando o sol
Mas via só nuvens
Na cabeça dessa gente que nada entende
Era a poesia concreta
Dos poetas dessa terra
Era a alma dos loucos
Que se matam na guerra
Antes que o sol apareça
Antes que o calor me enlouqueça
Faço mais um verso para ti
Faço algo para ti Curitiba
(Elian Woidello)
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