Estou perdido e não sei para onde vou
Muito menos, sei onde estou
Me perco no véu vermelho da poeira
e ainda tenho a vida inteira
Você nunca quis acreditar
que eu era capaz de te amar
isso foi maior besteira
desde quando fizeram-me jurar a bandeira
E passa o tempo a tarde e o céu
da vida louca a doçura do mel
passa o tempo os sonhos os mitos
e o que acredito transformado em ritos
a fome mata, a dor enlouquece
a guerra dizima a memória emburresse
e a solidão que me é companheira na multidão
faz eu entender o que eu quis saber
Estou perdido e não sei para onde ir
meus amigos tentaram e não conseguiram fugir
o tempo passa e eu jogado aqui
calado de lado e não posso sair
Tudo começou quando uma vez
quando a burrice me disse e tomou e fez
eu fiquei calado, esperando
o dia amanhecer para eu voltar ao seu lado
Quando o sangue que derrama de mais
todos acreditando que não sou capaz
de ser humano como um soldado a querer a paz
a fome mata, a dor enlouquece
a guerra dizima a memória emburresse
e a solidão que me é companheira na multidão
faz entender o que eu quis saber
(Elian Woidello)
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
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Um comentário:
Gostei do seu Blog
Você escreve bem
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