Eu fiquei esperando você chegar
E você não chegou, e agora o que sou?
Vitima ferida por tiros a esmo
Que atingiram meu cego coração.
Cantei, o que sentira a ti, sem ti
E se passava a madrugada,
Ou num acaso frigido, falou para eu não falar
E eu me calei, calado ao lado
Só queria você,
Estar com você, mas não consegui
Mesmo tentando, mesmo falando
Meus olhos vermelhos,
Diante a mil espelhos.
E as lágrimas que não tocam o chão
São provas puras que estou em sua mão.
Amo-te e nada fala,
E quem me dera , eu dar cara a tapa de novo
Como se já não tivesse aprendido,
As pessoas não são boas, e buscam a felicidade
E jamais olhariam, veriam que é ao lado, na realidade
E na tosca realidade, não sou livre,
Sou preso, a esmo, ferido coração
Pelo meu próprio tiro de canhão
Cheio de magoas do passado,
Em busca da novidade, da vaidade.
Sou eu em loucura abstrata,
Todos percebem olhando de lado
E rosas jogadas, feze-me bitolar
Em seus cabelos compridos,
Seus dedos partidos, sua boca bonita.
Verão do verbo ver, verão estação
Já acabou, é outono, e nada muda não.
Nada ficou sagrado, e seus mistérios pouco desvendados
Mas amo-te incógnita que dá flechadas de balança
E me faz chorar feito criança.
(Elian Woidello)
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