quinta-feira, 27 de março de 2008

Eu fiquei esperando você chegar

Eu fiquei esperando você chegar

E você não chegou, e agora o que sou?

Vitima ferida por tiros a esmo

Que atingiram meu cego coração.

Cantei, o que sentira a ti, sem ti

E se passava a madrugada,

Ou num acaso frigido, falou para eu não falar

E eu me calei, calado ao lado

Só queria você,

Estar com você, mas não consegui

Mesmo tentando, mesmo falando

Meus olhos vermelhos,

Diante a mil espelhos.

E as lágrimas que não tocam o chão

São provas puras que estou em sua mão.

Amo-te e nada fala,

E quem me dera , eu dar cara a tapa de novo

Como se já não tivesse aprendido,

As pessoas não são boas, e buscam a felicidade

E jamais olhariam, veriam que é ao lado, na realidade

E na tosca realidade, não sou livre,

Sou preso, a esmo, ferido coração

Pelo meu próprio tiro de canhão

Cheio de magoas do passado,

Em busca da novidade, da vaidade.

Sou eu em loucura abstrata,

Todos percebem olhando de lado

E rosas jogadas, feze-me bitolar

Em seus cabelos compridos,

Seus dedos partidos, sua boca bonita.

Verão do verbo ver, verão estação

Já acabou, é outono, e nada muda não.

Nada ficou sagrado, e seus mistérios pouco desvendados

Mas amo-te incógnita que dá flechadas de balança

E me faz chorar feito criança.

(Elian Woidello)

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