que tocam por ai desafinados
como políticos embriagados
e poetas abandonados como eu
Aos meus versos de Diabo sem mel
que ficam de longe alcançar o céu
e as minhas bobagens no papel
fazem-me réu de tudo que sei
E nos meus olhos uma luz bonita a brilhar em mim
deixa disso venha comigo, me faz feliz!
Ao inverno e ai verão
que loucos que chamam de estação
você pode se perder na intuição
olhando as estrelas em profusão a bailar
As tardes ensolaradas
que deixam nossa pele queimadas
na partida ou na chegada
eu quero viver as curvas dessa estrada
Nos seus olhos os mistérios como uma balança
que me fazem te amar, e voltar a ser criança
(Elian Woidello)
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